No tempo de meu pai, sob estes galhos,
Como uma vela fúnebre de cera,
Chorei bilhões de vezes com a canseira
De exorabilíssimos trabalhos!
Hoje, esta árvore, de amplos agasalhos,
Guarda, como uma caixa derradeira,
O passado da Flora Brasileira
E a paleontologia dos carvalhos!
Quando pararem todos os relógios
De minha vida, e a voz dos necrológios
Gritar nos noticiários que eu morri,
Voltando à pátria da homogeneidade,
Abraçada com a própria Eternidade
A minha sombra há de ficar aqui!"
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O blog ficou lindo e seria interessante convidar poetas da Paraíba e do Brasil para participarem enviando seus poemas retrô, no estilo simbolista, sempre tendo em mente, que isso será um memorial ao grande poeta.
ResponderExcluirEnvio um poema do Lírio das Almas intitulado
Farol das Almas
Certas noutes, brumais, dos plenilúnios,
A lua alva, no aconchego dos negros véus,
Visão medonha, sagrada, e dos eflúvios,
É a visão, sacrossanta dos ermos céus.
Há um mistério, que encanta e arrebata,
Que no ardor dessa santa contemplação,
Faz da lua o mistério que Deus retrata,
As santas almas, que jazem hoje ao chão.
Exuberante, triste, paramentada,
É esta leiva, que um dia acolherá,
Toda a alma, da terra, iluminada...
A luz da lua atraca nos tristes portos,
Como farol, das almas enclausuradas,
Sagrada luz, angélica dos mortos...
http://liriodalma.blogspot.com